Aqui poderão ir acompanhando a evolução do processo de regeneração em curso e outras novidades.
Processo de regeneração em curso 0
06 dez 2024
O ponto de partida para a regeneração deste pedaço de terra são mais de 30 anos de agricultura intensiva - batatas, milho, hortícolas.
O solo é essencialmente constituído por areia, ideal para cultivar raízes, como batatas ou cenouras, porque é um solo bem drenado, e as raízes podem crescer sem grandes obstáculos. Mas exactamente por ser muito permeável, o solo está exausto. Os níveis de vários minerais essenciais são muito baixos; os que foram adicionados com fertilizantes já foram lixiviados (a água levou-os para o subsolo). A matéria orgânica no solo é quase inexistente. É ela que adiciona carbono no solo, que permite que este funcione como uma esponja, absorvendo água em maior quantidade e mais lentamente. E é ela também que ajuda a reter os nutrientes e a criar as condições para a vida microbiana no solo, que simbioticamente trabalha com as plantas.
Não existem praticamente árvores. Estas sempre foram tidas como um impedimento à agricultura. Ocupam espaço, criam sombra, e as raízes tornam-se um problema nos solos aráveis.


Nas fotografias (de dezembro de 2023) podemos ver como algumas ervas espontâneas começaram a cobrir o solo depois de 7 meses desde a última colheita de batata. Ainda muito do solo está nu. Solos nus são um sinal de desequilíbrio do ecossistema. Únicamente encontramos solos nus nos desertos. E claro, em ecossistemas rurais, em que as ervas espontâneas são erradicadas para podermos cultivar as plantas que nos alimentam. Uma das razões porque as ervas a que chamamos daninhas crescem tanto e, muitas vezes, parecem implacáveis, é exactamente a necessidade de rapidamente cobrir o solo. São as chamadas espécies pioneiras, as primeiras que entram num ecossistema após uma perturbação (solo nu, por exemplo) e que se estabelecem, têm crescimento rápido, geralmente são rasteiras e criam muitas sementes. São elas que alteram as condições para outras espécies se poderem instalar posteriormente. A este processo chama a ecologia a sucessão de espécies. E seguindo os princípios da sucessão, o processo de regeneração terá lugar.
A primeira fase é deixar as espécies pioneiras fazerem o seu trabalho. Ao longo de 2024 fomos deixando as ervas crescer até dar semente, para assim aumentarmos o banco de sementes do solo. E no final do verão quando muitas já estavam secas, foram aparadas, deixando-as no solo de forma a aumentarem a quantidade matéria orgânica, e de criarem uma camada protectora do sol e da perda de humidade.
Aqui poderão ir acompanhando a evolução do processo de regeneração em curso e outras novidades.
Processo de regeneração em curso 0
06 dez 2024
O ponto de partida para a regeneração deste pedaço de terra são mais de 30 anos de agricultura intensiva - batatas, milho, hortícolas.
O solo é essencialmente constituído por areia, ideal para cultivar raízes, como batatas ou cenouras, porque é um solo bem drenado, e as raízes podem crescer sem grandes obstáculos. Mas exactamente por ser muito permeável, o solo está exausto. Os níveis de vários minerais essenciais são muito baixos; os que foram adicionados com fertilizantes já foram lixiviados (a água levou-os para o subsolo). A matéria orgânica no solo é quase inexistente. É ela que adiciona carbono no solo, que permite que este funcione como uma esponja, absorvendo água em maior quantidade e mais lentamente. E é ela também que ajuda a reter os nutrientes e a criar as condições para a vida microbiana no solo, que simbioticamente trabalha com as plantas.
Não existem praticamente árvores. Estas sempre foram tidas como um impedimento à agricultura. Ocupam espaço, criam sombra, e as raízes tornam-se um problema nos solos aráveis.


Nas fotografias (de dezembro de 2023) podemos ver como algumas ervas espontâneas começaram a cobrir o solo depois de 7 meses desde a última colheita de batata. Ainda muito do solo está nu. Solos nus são um sinal de desequilíbrio do ecossistema. Únicamente encontramos solos nus nos desertos. E claro, em ecossistemas rurais, em que as ervas espontâneas são erradicadas para podermos cultivar as plantas que nos alimentam. Uma das razões porque as ervas a que chamamos daninhas crescem tanto e, muitas vezes, parecem implacáveis, é exactamente a necessidade de rapidamente cobrir o solo. São as chamadas espécies pioneiras, as primeiras que entram num ecossistema após uma perturbação (solo nu, por exemplo) e que se estabelecem, têm crescimento rápido, geralmente são rasteiras e criam muitas sementes. São elas que alteram as condições para outras espécies se poderem instalar posteriormente. A este processo chama a ecologia a sucessão de espécies. E seguindo os princípios da sucessão, o processo de regeneração terá lugar.
A primeira fase é deixar as espécies pioneiras fazerem o seu trabalho. Ao longo de 2024 fomos deixando as ervas crescer até dar semente, para assim aumentarmos o banco de sementes do solo. E no final do verão quando muitas já estavam secas, foram aparadas, deixando-as no solo de forma a aumentarem a quantidade matéria orgânica, e de criarem uma camada protectora do sol e da perda de humidade.