
A Quinta da Seixa situa-se em Palmela, a 45 minutos de carro de Lisboa e a 20 minutos de Setúbal. Trata-se de uma quinta familiar, com cerca de 50 hectares, que conta já com três gerações a dedicar-se à agricultura. Este terreno já foi um pinhal, já teve ovelhas, e já produziu milho, batata, ervilhas e outras hortícolas.
Cerca de 3,8 hectares de terra que até 2023 foram trabalhados em modo de agricultura intensiva estão hoje a ser convertidos num sistema agro-silvo-pastoril, juntando a agricultura, várias espécies de árvores e pastagem. Aproveitando o sistema de rega existente, estão a ser plantadas linhas de árvores (de variadas espécies) que deixarão disponíveis corredores para pasto e outras culturas.

As linhas de árvores são desenhadas de forma a maximizar os diferentes estratos, havendo plantas rasteiras, arbustos, árvores de pequeno e de grande porte. Assim, cada espécie ocupa um nicho particular, e, em conjunto, potenciam-se umas às outras. No fundo, replica-se o que acontece na natureza, numa floresta.

É neste pasto, entre as linhas de árvores, que as galinhas fazem o seu trabalho de fertilização do solo, enquanto põem os ovos que, ao serem vendidos, contribuem para financiar esta regeneração em curso.
Este sistema possibilita a evolução ao longo do tempo, consoante as necessidades. No futuro próximo será possível a introdução de mais animais, que contribuirão, cada um da sua forma, ainda mais para a regeneração do ecossistema.
As linhas de árvores irão trazer uma nova biodiversidade para este lugar, estando a ser plantadas hoje as sementes da paisagem futura.


Eu sou o Gustavo. Depois de três gerações dedicadas à agricultura — o meu avô ao vinho, e o meu pai e o meu irmão à agricultura intensiva de milho e batata — eu sigo agora os caminhos da agroecologia.
Nunca pensei ser agricultor. Em criança não me fascinavam as grandes máquinas e tractores nem aqueles campos de milho todos iguais.
Estudei e trabalhei uns anos em arquitectura, estive envolvido no activismo LGBTQI+ e trabalhei em Educação para os Direitos Humanos. No meio disto tropecei na permacultura, e descobri que havia outras formas de cultivar a terra e de trabalhar com a natureza, e ficou a semeada a vontade de um dia me dedicar à terra e à agricultura.
Depois de muitas formações, leituras vorazes, e uns primeiros passos numa horta experimental num terraço dum prédio no meio de Lisboa comecei uma horta na quinta que me foi ensinando muito. Perante a avassaladora crise climática, e questionando-me sobre o que estava ao meu alcance para contribuir para a sua mitigação, apercebi-me do privilégio e da responsabilidade de ter acesso a um pedaço de terra — ainda que degradado por décadas de agricultura intensiva — e percebi que a minha contribuição passa por cuidar dele e contribuir para a sua regeneração.
Antes de me mudar definitivamente para a Quinta da Seixa trabalhei uma temporada na Ridgedale Farm, na Suécia, onde pude confrontar o sonho com a realidade do dia-a-dia do trabalho agrícola e onde pude aprender na prática as abordagens da agroecologia.
O fio condutor de todo o projeto é a agroecologia, que vê a produção alimentar humana como parte integrante de um ecossistema onde os seres humanos contribuem para o equilíbrio do mesmo. Esta orienta-se segundo três eixos.
Uma ciência que unifica a agronomia e a ecologia, incluindo todas as formas de agricultura que promovam o normal funcionamento de ecossistemas adaptados e perduráveis.
Uma prática, representando a interacção entre seres humanos e ecossistemas, através da produção agrícola, e que assenta no papel do pequeno agricultor como guardador da paisagem, da biodiversidade e da preservação dos solos agrícolas.
Um movimento social, advogando pelo direito à soberania alimentar em detrimento do controlo do sistema por grandes multinacionais, assumindo o alimento como um bem-comum, produzido numa escala humana e de proximidade entre agricultores/as e consumidores/as.
É nesta encruzilhada de campos de acção da agroecologia, juntamente indo beber a várias outras fontes, abordagens e metodologias (tais como a agricultura sintrópica, permacultura, agricultura regenerativa, holistic management) que é criada uma síntese adequada a este contexto particular.
A Quinta da Seixa situa-se em Palmela, a 45 minutos de carro de Lisboa e a 20 minutos de Setúbal. Trata-se de uma quinta familiar, com cerca de 50 hectares, que conta já com três gerações a dedicar-se à agricultura. Este terreno já foi um pinhal, já teve ovelhas, e já produziu milho, batata, ervilhas e outras hortícolas.
Cerca de 3,8 hectares de terra que até 2023 foram trabalhados em modo de agricultura intensiva estão hoje a ser convertidos num sistema agro-silvo-pastoril, juntando a agricultura, várias espécies de árvores e pastagem. Aproveitando o sistema de rega existente, estão a ser plantadas linhas de árvores (de variadas espécies) que deixarão disponíveis corredores para pasto e outras culturas.

As linhas de árvores são desenhadas de forma a maximizar os diferentes estratos, havendo plantas rasteiras, arbustos, árvores de pequeno e de grande porte. Assim, cada espécie ocupa um nicho particular, e, em conjunto, potenciam-se umas às outras. No fundo, replica-se o que acontece na natureza, numa floresta.

É neste pasto, entre as linhas de árvores, que as galinhas fazem o seu trabalho de fertilização do solo, enquanto põem os ovos que, ao serem vendidos, contribuem para financiar esta regeneração em curso.
Este sistema possibilita a evolução ao longo do tempo, consoante as necessidades. No futuro próximo será possível a introdução de mais animais, que contribuirão, cada um da sua forma, ainda mais para a regeneração do ecossistema.
As linhas de árvores irão trazer uma nova biodiversidade para este lugar, estando a ser plantadas hoje as sementes da paisagem futura.

Saber mais sobre o processo de regeneração em curso

Eu sou o Gustavo. Depois de três gerações dedicadas à agricultura — o meu avô ao vinho, e o meu pai e o meu irmão à agricultura intensiva de milho e batata — eu sigo agora os caminhos da agroecologia.
Nunca pensei ser agricultor. Em criança não me fascinavam as grandes máquinas e tractores nem aqueles campos de milho todos iguais.
Estudei e trabalhei uns anos em arquitectura, estive envolvido no activismo LGBTQI+ e trabalhei em Educação para os Direitos Humanos. No meio disto tropecei na permacultura, e descobri que havia outras formas de cultivar a terra e de trabalhar com a natureza, e ficou a semeada a vontade de um dia me dedicar à terra e à agricultura.
Depois de muitas formações, leituras vorazes, e uns primeiros passos numa horta experimental num terraço dum prédio no meio de Lisboa comecei uma horta na quinta que me foi ensinando muito. Perante a avassaladora crise climática, e questionando-me sobre o que estava ao meu alcance para contribuir para a sua mitigação, apercebi-me do privilégio e da responsabilidade de ter acesso a um pedaço de terra — ainda que degradado por décadas de agricultura intensiva — e percebi que a minha contribuição passa por cuidar dele e contribuir para a sua regeneração.
Antes de me mudar definitivamente para a Quinta da Seixa trabalhei uma temporada na Ridgedale Farm, na Suécia, onde pude confrontar o sonho com a realidade do dia-a-dia do trabalho agrícola e onde pude aprender na prática as abordagens da agroecologia.
O fio condutor de todo o projeto é a agroecologia, que vê a produção alimentar humana como parte integrante de um ecossistema onde os seres humanos contribuem para o equilíbrio do mesmo. Esta orienta-se segundo três eixos.
Uma ciência que unifica a agronomia e a ecologia, incluindo todas as formas de agricultura que promovam o normal funcionamento de ecossistemas adaptados e perduráveis.
Uma prática, representando a interacção entre seres humanos e ecossistemas, através da produção agrícola, e que assenta no papel do pequeno agricultor como guardador da paisagem, da biodiversidade e da preservação dos solos agrícolas.
Um movimento social, advogando pelo direito à soberania alimentar em detrimento do controlo do sistema por grandes multinacionais, assumindo o alimento como um bem-comum, produzido numa escala humana e de proximidade entre agricultores/as e consumidores/as.
É nesta encruzilhada de campos de acção da agroecologia, juntamente indo beber a várias outras fontes, abordagens e metodologias (tais como a agricultura sintrópica, permacultura, agricultura regenerativa, holistic management) que é criada uma síntese adequada a este contexto particular.